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Eurocódigo 8, EN 1998 em Tricalc
Projecto de Estruturas para resistência
aos Sismos - aspectos construtivos para
estruturas de betão
Com a inclusão em
Tricalc (versão 7.2) do Eurocódigo Sísmico: EN 1998 ‘Projecto de Estruturas
para resistência aos Sismos’, impõe-se uma análise dos principais critérios
construtivos que esta norma exige para o caso de estruturas que se vão
executar em zonas de acção sísmica relevante. Numa primeira análise rápida,
podemos dizer que a citada norma, vem impor um alto grau de exigência.
Adaptação
de Tricalc à Norma EN 1998
Como se comentou
anteriormente a norma EN 1998 descreve os procedimentos e exigências a ter
em consideração para a realização do dimensionamento de uma estrutura
relativamente ao sismo nos 31 países membros da CEN (os 27 países que formam
a União Europeia mais a Croácia e os 3 países que formam a EFTA). Em
concreto na norma EN 1998-1 indicam-se as modificações que devemos ter em
consideração na geometria de uma estrutura para que esta se adeqúe aos
preceitos desta norma.
Tricalc considera
de forma automática todas as prescrições que se citam no presente artigo e
que abarcam temas desde os materiais a utilizar, posicionamento dos
distintos elementos na geometria da estrutura, secções mínimas exigidas e
critérios de armadura.
Seguidamente,
detalham-se as características construtivas mais relevantes e os artigos
onde são citados.
Tipos de
Sismicidade (Art. 3.2.1)
O primeiro
parâmetro que é necessário ter em conta e que influi nos distintos critérios
construtivos a aplicar à estrutura é o Tipo de Sismicidade da zona em que se
vai executar a obra. Este parâmetro dependerá da Aceleração Sísmica e do
Factor de Solo (factor “S” que incrementa o valor da aceleração sísmica
dependendo do tipo de solo sobre o qual se vai fundar a estrutura) conforme
se exemplifica nas tabelas seguintes.




Ductilidade
Este é o
parâmetro fundamental que define os aspectos construtivos que se devem
modificar na obra para que esta trabalhe de forma correcta quando submetida
aos esforços sísmicos. Consoante a Ductilidade definida na estrutura (dado
que o Tricalc permite introduzir de forma simples nas suas opções para o
cálculo do sismo), o eurocódigo obriga-nos a utilizar materiais, secções e
armaduras diferentes. Estas condições serão mais exigentes consoante se
pretenda um maior grau de ductilidade da estrutura, podendo ser classificado
em três casos: DCL, DCM e DCH. Em compensação, quanto maior a ductilidade da
estrutura, menores serão os esforços de cálculo procedentes do sismo.
Nos seguintes
apartados descrevem-se os 3 graus de ductilidade.
-
Ductilidade Baixa: DCL (Art. 5.3.1).- Para estruturas deste
tipo, não se definem condições construtivas especiais. No entanto, só se
permite o cálculo de estruturas tipo DCL para o caso de Baixa
Sismicidade. Como foi referido anteriormente deve ser o utilizador a
definir a ductilidade da estrutura pelo que, para evitar possíveis
erros, o programa avisa de forma clara caso se tente aplicar este caso
para zonas de Alta Sismicidade.
-
Ductilidade Média: DCM (Art. 5.4).- Para que uma estrutura
possa ser considerada como DCM deve cumprir uma série de requisitos
referentes a Materiais, Vigas, Pilares e Paredes. Quando no Tricalc se
selecciona este tipo de ductilidade, o programa aplica, de forma
automática, as condições de armadura específicas que se referem a seguir
e verifica, avisando se não se alcançam os mínimos, o resto dos
parâmetros definidos pelo utilizador.
-
Materiais (Art. 5.4.1.1).- O tipo de betão utilizado deve
ser, como mínimo, do tipo C16/20 e o aço nervurado, exceptuando os
estribos, deve ser de classe B ou C.
-
Excentricidades e apoios em Vigas e Pilares (Arts. 5.4.1.2.1 e
5.4.1.2.5).- A excentricidade máxima (vista em planta)
permitida bc será uma quarta parte da dimensão do pilar
perpendicular à viga db (ver imagem seguinte).

Além disso, não se permitem excentricidades entre vigas e pilares
apoiados.
Se o programa detecta que se incumpre alguma das condições
anteriores apresentará o correspondente aviso instando o utilizador
a corrigir a configuração da estrutura.
-
Apoios de Paredes (Art. 5.4.1.2.5).- Não se permitem
paredes apoiadas sobre nenhum elemento, quer sejam vigas ou lajes.
Se o programa detecta que não se cumpre este requisito avisa de
forma a que a situação possa ser resolvida pelo utilizador.
-
Secções de Pilares (Art. 5.4.1.2.2).- A dimensão mínima L
que se permite num pilar virá imposta pela deformada do mesmo. Desta
forma, a dimensão menor da secção de um pilar não poderá ser
inferior a 1/10 da distância máxima desde o Ponto de Inflexão do
pilar (ponto em que a sua deformada muda de sinal) a qualquer dos
dois extremos deste.
Se analisamos o gráfico de Momentos de um pilar pode-se calcular
este ponto de inflexão como o ponto no qual estes assumem valor
nulo. Assim, a limitação imposta seria a seguinte (ver imagem):

Caso as secções definidas pelo utilizador sejam inferiores ao limite
anterior, o programa dar-nos-á o correspondente aviso, para que
possamos corrigir os perfis que não cumprem estas condições.
-
Espessura de Paredes (Arts. 5.4.1.2.3 e 5.4.1.2.4).- Tal
como no caso anterior, também existem limitações geométricas para as
paredes. Desta forma, impõe-se uma espessura mínima bwo de 15cm
incrementando-se consoante aumenta a altura livre da parede hs. Esta
situação pode-se resumir na seguinte equação:
bwo ≥ max {0,15m; hs/20}
Se o programa detecta que se incumpre esta prescrição mostra o
correspondente erro de esbelteza.
-
Armadura de Vigas (Art. 5.4.3.1.2).- Definem-se Secções
Críticas nas vigas nas zonas junto aos pilares. Estas secções
críticas possuem um comprimento ℓcr igual ao dobro da altura da viga
hw para ambos os lados dos pilares apoiados na mesma. No caso de
pilares que são apoio de vigas este comprimento será de uma altura
(ver imagem seguinte).

Nestas regiões críticas deve incrementar-se a armadura seguindo os
seguintes critérios:
-
Na face comprimida deve adicionar-se à armadura de compressão
necessária nas combinações sísmicas, 1/2 da armadura de tracção da
face oposta
-
Quantia de Tracção: ρ’ + 0,0018•fcd / (μφ•εsy,d•fyd) ≥ ρ≥ 0,5•fctm /
fyk
-
Diâmetro: dbw ≥ 6 mm
-
Separação: s = min {hw / 4; 24•dbw; 225 mm; 8•dbL}
-
O primeiro estribo será colocada a uma distância máxima de 50 mm da
face do pilar
De forma absolutamente simples, basta ao utilizador indicar em
Tricalc que se tenham em consideração os critérios construtivos do
sismo, para que o programa calcule as secções críticas e a sua
armadura de acordo com as condições anteriores de forma automática.

-
Armadura para Pilares (Art. 5.4.3.2.2).- Definem-se limites para a
quantia longitudinal para toda a altura do pilar através da seguinte
equação:
0,01 ≤ ρℓ ≤ 0,04
Além disso devem existir sempre, pelo menos três varões por face do
pilar no caso destes serem rectangulares (um total de, no mínimo,
oito varões na secção).
Por outro lado, neste caso, o comprimento das Secções Críticas ℓcr
ficam situadas no início e no final do pilar e toma valores que vão
desde 45cm até à totalidade do comprimento do pilar.
ℓcr = max {hc; ℓcℓ / 6; 450 mm}

A armadura de estribos deve cumprir, nestas regiões, os limites de
Quantia Mecânica Volumétrica Mínima:
α•ωwd ≥ 30•μφ•vd•εsy,d•bc / b0 – 0,035
Além desses limites, na região crítica da base a Quantia Mecânica de
estribos deve ser:
ωwd ≥ 0,08
Finalmente, com a finalidade de evitar a Encurvadura do pilar a
distância entre estribos S e a distância entre ramos longitudinais
bi devem cumprir, respectivamente, o seguinte:
s ≤ mín {b0 / 2; 175 mm; 8•dbL} (5.18)
bi ≤ 200 mm

De forma
absolutamente simples, basta ao utilizador indicar em Tricalc que se
tenham em consideração os critérios construtivos do sismo, para que
o programa calcule as secções críticas e a sua armadura de acordo
com as condições anteriores de forma automática.
-
Ductilidade Alta: DCH (Art. 5.5.1.1).- Da mesma forma que sucedia
com o caso de DCM, para que uma estrutura possa ser considerada como
DCH deve cumprir uma série de requisitos no que refere a Materiais,
Vigas, Pilares e Paredes. Quando, no Tricalc, se selecciona este
tipo de ductilidade, o programa aplica, de forma automática, as
condições de armadura específicas que se apresentam de seguida e
verifica, avisando caso não se alcancem os valores mínimos, os
restantes parâmetros definidos pelo utilizador.
Neste caso, como é lógico, os requisitos exigidos pelo eurocódigo
são mais restritivos que no caso da ductilidade média.
-
Materiais (Art. 5.5.1.1).- O tipo de betão utilizado deve ser,
como mínimo, do tipo C20/25, enquanto que o aço nervurado,
exceptuando os estribos, deve ser de classe C.
-
Excentricidades e apoios de Vigas e Pilares (Arts. 5.5.1.2.1 e
5.5.1.2.4).- Além das condições exigidas para DCM, deve-se verificar
que a largura da viga bw está contida entre os seguintes valores:
mín {bc + hw; 2•bc} ≥ bw ≥ máx {200mm; hw / 3.5}
Caso o programa detecte que não se cumpre alguma das condições
anteriores apresenta o correspondente aviso instando o utilizador a
que corrija a configuração da estrutura.
-
Apoios de Paredes (Art. 5.5.1.2.4).- Devem-se verificar as
condições impostas para DCM.
-
Secções de Pilares (Art. 5.5.1.2.2).- Além das condições exigidas
para DCM, deve-se verificar que a dimensão do pilar seja, pelo
menos, 25cm.
L ≥ 25cm
Caso o programa detecte que não se cumpre alguma das condições
anteriores apresenta o correspondente aviso instando o utilizador a
que corrija a configuração da estrutura.
-
Espessura de Paredes (Arts. 5.5.1.2.3 e 5.5.1.2.4).- Da mesma
forma que o ponto anterior, também existem limitações geométricas
para as paredes. Desta forma, impõe-se uma espessura mínima bwo de
15cm incrementando-se conforme aumenta a altura livre da parede hs.
Esta situação pode resumir-se na seguinte equação:
bwo ≥ max {0,15m; hs/20}
Caso o programa detecte que não se cumpre com esta prescrição
apresenta o correspondente erro de esbelteza.
-
Armadura de Vigas (Art. 5.5.3.1.3).- Neste caso mantêm-se as
exigências impostas para o caso de DCM porém modifica-se a separação
mínima dos estribo para:
Separação: s = mín {hw / 4; 24•dbw; 175 mm; 6•dbL}
De forma absolutamente simples, basta ao utilizador indicar em
Tricalc que se tenham em consideração os critérios construtivos do
sismo, para que o programa calcule as secções críticas e a sua
armadura de acordo com as condições anteriores de forma automática.
-
Armadura para Pilares (Art. 5.5.3.2.2).- Definem limites para a
quantia longitudinal para toda a altura do pilar definidos pela
seguinte equação:
0,01 ≤ ρℓ ≤ 0,04
Além do critério anterior, devem existir sempre, pelo menos três
varões por cada face do pilar no caso desta ser rectangular (um
total de, no mínimo, oito varões na secção).
Por outro lado, neste caso, o comprimento das Secções Críticas ℓcr
ficam situadas no início e no final do pilar e assume valores que
vão desde os 45cm até à totalidade do comprimento do pilar.
ℓcr = máx {1,5hc; ℓcℓ / 6; 600 mm}

A armadura de estribos deve cumprir, nestas regiões, os seguintes
valores de Quantia Mecânica Volumétrica Mínima:
α•ωwd ≥ 30•μφ•vd•εsy,d•bc / b0 – 0,035
Além disso, na região crítica da base a Quantia Mecânica de estribos
deve ser:
ωwd ≥ 0,12
Enquanto que no resto das regiões deve-se cumprir:
ωwd ≥ 0,08
Finalmente, com o objectivo de evitar a Encurvadura do pilar o
comprimento das regiões críticas dos dois primeiros pisos será 1,5
vezes a definida anteriormente e, a distância entre estribos S entre
ramos longitudinais bi e os diâmetros dos varões dsw devem cumprir,
respectivamente, o seguinte:
s ≤ mín {b0 / 2; 175 mm; 8•dbL} (5.18)
bi ≤ 200 mm
dsw ≥ 0,4•dbL,max•(fydL / fydw) 0,5

De forma absolutamente simples, basta ao utilizador indicar em
Tricalc que se tenham em consideração os critérios construtivos do
sismo, para que o programa calcule as secções críticas e a sua
armadura de acordo com as condições anteriores de forma automática.
-
Armadura em Paredes (Art. 5.5.3.4.5).- As armaduras de paredes
que, no caso de DCM não tinham nenhuma prescrição específica, neste
caso só se devem cumprir uma série de condições que se detalham de
seguida:
- A quantia tanto horizontal como vertical será ρ ≥ 0,002.
- Devem existir estribos unindo a armadura de ambas as faces a cada
500 mm.
- O diâmetro dos estribos cumprirá: bwo / 8 ≥ db ≥ 8 mm
- A separação dos estribos será: s ≤ min {250 mm; 25•db}
De forma absolutamente simples, basta ao utilizador indicar em
Tricalc que se tenham em consideração os critérios construtivos do
sismo, para que o programa calcule a sua armadura de acordo com as
condições anteriores de forma automática.
Amarrações e Emendas (Art. 5.6)
Qualquer estrutura com sismo que se calcule com o eurocódigo 8, deve
cumprir os seguintes requisitos independentemente da sua ductilidade.
Tricalc segue de forma fiel as prescrições que se citam a seguir.
-
Pilares (Art. 5.6.2.1).- Na grande maioria dos casos, para
estruturas que sofrem os efeitos do sismo, existe uma combinação
para a qual as armaduras estão traccionadas. Para este caso, os
Comprimentos de Amarração usuais devem multiplicar-se por um factor
de 1,5.
La(EC8)=1,5xLa(EC2)
-
Vigas (Art. 5.6 e 5.6.2.2).- Deve-se limitar o diâmetro das
armaduras longitudinais de vigas com amarração a:
-
Em Pilares interiores de acordo com a expressão:
dbL / hc ≤ [7,5•fctm / (γRd•fyd)]•[(1 + 0,8•vd) / (1 + 0,75•kD•ρ’ /
ρmax)]
-
Em Pilares extremos de acordo com a expressão:
dbL / hc ≤ [7,5•fctm / (γRd•fyd)]•(1 + 0,8•vd)
Por outro lado, tanto as armaduras superiores como as inferiores, da
viga que passam pelas uniões com o pilar, devem terminar o mais
longe possível da região crítica da viga.
Finalmente, além do referido anteriormente, no caso de DCH, a
amarração das vigas nos pilares mede-se desde 5•dbL da face do
suporte até ao seu interior.

Armaduras de elementos de Fundação (Art. 5.8)
Entre as especificações citadas pelo eurocódigo sísmico, cabe
destacar as que se apresentam de seguida para o caso de Vigas de
Fundação e Estacas. Como sucedia no caso anterior, estes requisitos
são independentes da ductilidade da estrutura. Da mesma forma que
nos casos tratados previamente o programa avisará quando não se
cumpram as dimensões especificadas no eurocódigo e definirá, de
forma totalmente automática, as armaduras impostas pelo mesmo.
- Vigas de Travamento (Art. 5.8.2).- As vigas de travamento deverão
ter uma secção mínima de 25cm x 40cm, bem como uma quantia superior
e inferior mínima:
ρb,min = 0,4%
- Maciços e Estacas (Art. 5.8.4).- Num comprimento de dois diâmetros
por abaixo do maciço colocar-se-á, nas estacas uma armadura
transversal e de confinamento como a das regiões críticas de pilares
em DCM.
Paredes de Alvenaria (Art. 9)
No caso de Paredes de Alvenaria, também de forma independente da
ductilidade, definem-se prescrições que serão de cumprimento
obrigatório em todos os casos. As exigências mais desfavoráveis
relativamente a dimensões são, como é lógico, para o caso de
alvenarias não armadas. Esta situação está patente nos seguintes
pontos.
- Materiais (Art. 9.2).- Impõe-se uma resistência mínima que deve de
ser garantida pelas unidades de alvenaria para qualquer tipo de
parede de alvenaria.
fbh,min ≥ 2 MPa
- Dimensões para Alvenaria não Armada (Arts. 9.5.1 e 9.5.2).-
Segundo a tabela que se apresenta de seguida, limitam-se as
espessuras e esbeltezas por forma a que não possam ser menores que o
valor mínimo no caso das espessuras e que o valor máximo no caso da
esbelteza.
tef ≥ tef,min
(hef / tef) ≤ (hef / tef)max

Deve ainda existir um tirante de aço ou uma cinta de betão armado
para atar a parede em cada um dos seus pisos não podendo existir uma
altura maior que 4m entre uma viga e a seguinte. Portanto, se a
altura dos pisos é maior que 4m, deverão colocar-se cintas
intermédias. No caso do elemento de cintagem ser de betão armado a
Quantia Geométrica Mínima será de 200mm2.
AsL ≥ 200 mm2 (4ø8)
Conclusões
Como resumo de tudo o anteriormente exposto pode-se dizer que as
exigências eurocódigo 8 são altas e muito variadas. A diferença,
portanto, entre o cálculo de uma estrutura com sismo e sem sismo nas
zonas de aplicação do eurocódigo 8 é grande e implica numerosas
modificações de índole tanto geométrica como construtiva na
estrutura.
Tricalc, não só permite o cálculo sísmico de acordo com os métodos
propostos no Eurocódigo EN 1998, como ainda considera todos os
aspectos citados no presente artigo que são exigidos pelo EC8.
A inclusão no programa do Eurocódigo Sísmico abre um grande leque de
possibilidades no cálculo de estruturas para praticamente qualquer
lugar do mundo uma vez que, os eurocódigos, além da sua utilização
lógica na Europa, possuem uma elevada aceitação em grande número de
países e goza de uma fiabilidade muito importante em praticamente
qualquer localização.
© Arktec, S.A. 2010 Act.
9 junho 2010 |