Tricalc
Novas possibilidades de cálculo em 2º ordem
Com a apresentação
do Tricalc 7.0, a Arktec incluiu no seu programa de cálculo de estruturas a
análise em 2ª ordem, colocando à disposição dos utilizadores novas possibilidades
de análise para os seus modelos estruturais.
Efectivamente,
a disponibilização da análise de 2ª ordem vem permitir a consideração de novos
aspectos tanto na análise do cálculo da estrutura deformada, como na análise dos
tirantes, na modelação de apoios uni - direccionais e nas molas trabalhando
somente à compressão. A generalidade do método utilizado permite que possa ser
aplicado a distintas situações de forma fácil e automática, tendo o utilizador somente
que activar a respectiva opção.
A título de
curiosidade, podemos informar que uma estrutura com acções gravíticas e de vento
se calcula em 1ª ordem uma única vez, com 26 hipóteses de combinação para a
obtenção dos seus deslocamentos. No entanto, agora com Tricalc já é possível
realizar a análise em 2ª ordem, com tantos cálculos como combinações finais. Ou
seja, na prática milhares de processos informáticos na resolução do sistema de
equações, um para cada combinação. Tudo isto só é possível graças ao novo motor
de cálculo de resolução de equações implementado no Tricalc 7.0, com uma
velocidade que permite resolver o sistema de equações em segundos.
Este artigo
aborda os fundamentos do cálculo em 2ª ordem utilizado no Tricalc, a sua
comparação com o cálculo em 1ª ordem e as vantagens da sua aplicação em
diferentes situações do cálculo de estruturas.
Diferenças
entre o cálculo em 1ª e 2ª ordem
Recordar em
primeiro lugar, que para calcular os deslocamentos de todos os nós de uma
estrutura deve resolver-se o seguinte sistema de equações:
[K]·{d}
= {F}
Em que [K]
é a matriz de rigidez da estrutura, {d} são os deslocamentos e rotações e
{F} são as acções exteriores aplicadas à estrutura.
A principal
diferença entre um cálculo elástico linear de 1ª ordem e todos os tipos de
cálculo em 2ª ordem é, que no primeiro caso, cumpre-se o princípio de sobreposição
e no segundo não.
Em 1ª ordem,
é possível realizar o cálculo por separado para cada hipótese simples de acção e
posteriormente combiná-las para obter as diferentes combinações do estado limite
último e estado limite de serviço. Inclusive é possível modificar os
coeficientes parciais de segurança das acções e obter directamente as combinações
sem voltar a resolver o sistema de equações. Portanto, neste caso, as matrizes {d}
e {F} possuem tantas colunas como hipóteses simples que se pretendam
considerar.
Em qualquer
tipo de cálculo de 2ª ordem, ao não cumprir-se o princípio da sobreposição, deve
resolver-se o sistema de equações para cada combinação de acções a
estudar. Esse facto, deve-se a que [K] e/ou {F} variam em função
de {d}, o que implica calcular por iterações ou aproximações sucessivas,
em que após cada iteração, se obtêm os deslocamentos e rotações {d} a
partir dos quais se recalcula [K] e/ou {F} para realizar a seguinte
iteração, tal como se explica ao falar dos diferentes tipos de cálculo em 2ª
ordem. Portanto, neste caso, as matrizes {d} e {F} possuem tantas
colunas como combinações de acções se pretende considerar, pelo que deve
realizar-se um cálculo por iterações, independente para cada combinação.
Tipos de
cálculo em 2ª ordem
Os
diferentes tipos de cálculo em 2ª ordem, agrupam-se nas seguintes categorias:
-
Cálculo em 2ª ordem geométrico ou elástico. Neste caso,
considera-se a posição das acções exteriores relativamente à estrutura
deformada. Ou seja, se por exemplo, após um primeiro cálculo em 1ª ordem um
pilar de altura h que tem uma acção vertical P na sua cabeça sofre
um deslocamento horizontal relativo do seu topo de magnitude D 1,
aparece um momento de 2ª ordem de valor P·D 1, daí que este
método seja conhecido como o método P-Delta (P·D ).
Este momento adicional (que pode definir-se com um par de forças horizontais de
2ª ordem em ambos os extremos do pilar de valor H1 = P·D 1
/ h) produz, num segundo cálculo (ou iteração) um deslocamento horizontal
adicional D 2 (que em geral será menor que D 1),
assim sucessivamente, até que na iteração n, o deslocamento adicional D
n
se considere suficientemente pequeno (a menos de um valor definido).

Método
de 2º ordem P·D , utilizado pelo Tricalc 7
-
Cálculo de 2ª ordem mecânico ou plástico. Nesta análise valorizam-se
as não linearidades do material. No caso de estruturas metálicas, aplica-se ao caso
típico correspondente à formação de rótulas plásticas (geralmente nas ligações
entre elementos), nas quais existe um gráfico momento – rotação não linear (elasto-plástico ou rígido-plástico).
Outro caso típico, ainda em estrutura metálica, são os tirantes que não suportam
compressões e que em tracção podem alcançar um limite de cedência ou plastificação
- ver exemplo 3. No caso de estruturas de betão armado, este tipo de análise
coloca-se na perda progressiva de rigidez à
flexão ao ir-se fissurando a secção e no facto do betão
armado possuir um gráfico tensão – deformação não linear. Também se utiliza esta
análise no caso das coacções exteriores - apoios ou encastramentos - não lineares,
tais como as lajes de fundação onde os deslocamentos abaixo da laje produzem reacções
que crescem linearmente, porém no sentido contrário produz-se uma ‘descolagem’ fundação
- terreno e portanto, sem coacção nem reacção. Por último, aplica-se ainda no
caso dos apoios simples uni-direccionais, nos quais
num sentido existe apoio e portanto reacção e no outro não existe coacção e
portanto também não existe reacção (ver exemplo 4).
O cálculo de
2ª ordem geométrico é mais simples de utilizar e requer um menor esforço em
tempo de cálculo que o cálculo em 2ª ordem mecânico. Normalmente ou se utiliza
um cálculo em 2ª ordem geométrico ou abordam-se ambos os tipos numa mesma análise.
Tricalc
permite considerar o cálculo em 2ª ordem geométrico ou elástico, bem como o
cálculo em 2ª ordem mecânico ou plástico, no caso dos tirantes, de apoios uni-direccionais e de molas unidireccionais e lajes de fundação
(versão 7.2)
Critérios de
convergência
No cálculo de
2ª ordem, ao utilizar-se um processo iterativo de aproximações sucessivas, há
que estabelecer um critério que indique quando se chegou à solução pretendida. Geralmente,
adopta-se um critério duplo: que os deslocamentos ou esforços calculados numa
iteração sejam suficientemente próximos aos da iteração anterior e que não se
supere um determinado número de iterações. Por exemplo, em Tricalc, o projectista
pode fixar a diferença máxima de deslocamento entre duas iterações para todos
os nós da estrutura.
Resolução em
2ª ordem - cálculo geométrico ou elástico
Para
resolver o cálculo de esforços geométrico ou elástico em 2ª ordem, é necessário
resolver o sistema de equações
([K]
– [GN]) ·{d} = {F}
Que também
se pode escrever como
[K]·{d}
= {F} – [GN]·{d}
A matriz [GN]
e a matriz geométrica de rigidez e define a relação entre [K] ou {F]
com os deslocamentos da iteração anterior. Portanto, pode resolver-se de duas
maneiras: calculando em cada iteração a matriz ([K] – [GN]),
ou então, modificando em cada iteração o vector de acções exteriores {F} –
[GN]·{d}. Em Tricalc optou-se pelo segundo método, no qual a matriz
de rigidez permanece constante em todas as iterações e combinações de acções.
Este tipo de
cálculo tem a particularidade de que a relação entre a deformação e acções
adicionais de 2ª ordem é constante (Hi
= P·D i / h, como vimos no exemplo), o que implica que não é
necessário ter em conta a história da acção da estrutura.
Resolução em
2ª ordem – cálculo mecânico ou plástico
Neste caso, após
cada iteração é necessário modificar a matriz de rigidez [K].
Dependendo do
fenómeno de 2ª ordem estudado, a modificação será mais ou menos complexa e irá
requerer mais ou menos tempo de cálculo.
No caso dos tirantes,
nos quais só se pretende evitar que trabalhem à compressão, basta após cada
iteração, eliminar da matriz de rigidez os tirantes que trabalham à compressão,
tendo em conta que se numa iteração um tirante estava comprimido, na iteração seguinte
pode estar traccionado e vice - versa. Da mesma forma
que no caso do cálculo de 2ª ordem geométrico, tampouco é necessário considerar
a história de carga da estrutura.
No caso de
formação de rótulas plásticas - ou em que se produza a plastificação do
material -, ao produzir-se uma deformação
irreversível é necessário considerar a história da carga. Ou seja; para estudar
uma combinação de acções é necessário dividir o tempo em diferentes estados de
carga intermédios e partir, em cada estado das deformações irreversíveis produzidas,
do estado anterior. O mesmo ocorre com fenómenos derivados da fissuração
em betão armado: uma vez que uma secção já fissurado (e portanto com a sua
rigidez diminuída por vezes drasticamente) não volta ao seu estado anterior ainda
que diminuam as cargas. No caso do betão armado existe a dificuldade adicional
de que a rigidez fissurada depende da armadura da peça, que geralmente não se
conhece antes de abordar o cálculo. Isto implica um primeiro cálculo para
estimar a armadura. Se após uma iteração fosse necessário modificar substancialmente
a armadura, dever-se-ia reiniciar todo o processo de cálculo. Há que referir no
entanto, que existem regulamentos, como o Eurocódigo 2 (EN 1992-1-1:2004), nos
quais, de forma simplificada, pode adoptar-se uma rigidez reduzida que já não
depende da armadura nem da história da carga, transformando-se o problema em um
problema de 1ª ordem.
Quando intervém
a história da carga, é necessário adoptar técnicas de cálculo mais refinadas
como passar de um estado de carga ao seguinte através de pequenos incrementos
de carga. Além disso, na fase de projecto, nem sempre é conhecido o processo
construtivo que terá a estrutura e portanto, é difícil prever a história da
carga.
Como já foi
referido, Tricalc permite opcionalmente a consideração dos tirantes (ver exemplo
3) e apoios uni - direccionais (ver exemplo 4), definidos em qualquer parte da
estrutura com absoluta liberdade. No caso de se activar esta consideração, e em
que existam barras consideradas como tirantes na estrutura, Tricalc modifica a
matriz de rigidez após cada iteração (de cada combinação de esforços estudada em
2ª ordem) para eliminar dela os tirantes que se encontravam comprimidos na
iteração anterior.
Estruturas
calculadas em 2ª ordem
Seguidamente
apresentam-se alguns exemplos de estruturas claramente translacionais
(nós móveis), nas quais é necessário considerar os esforços adicionais que se
produzem ao aplicar as forças exteriores na sua posição deformada.
No exemplo 1, a aplicação da carga pontual
no extremo de uma consola produz efeitos de 2ª ordem que devem ser considerados,
pois incrementam os esforços no pilar.

Exemplo
1, Estrutura translacional (nós móveis)
No exemplo 2, a estrutura tem uma acção
superior importante. Qualquer variação na posição da acção incrementa os esforços
do pilar pela aplicação da acção na posição deformada.
Exemplo
2, Estrutura com importante carga superior, que condiciona o dimensionamento do
pilar
ao considerar a hipótese de deslocamentos da carga.
No exemplo
3, dispuseram-se tirantes contra a acção do vento lateral que só devem trabalhar
à tracção, o que condiciona também os esforços e deslocamentos do resto dos
elementos. Observe-se que os tirantes não têm por quê formar cruzes de Santo
André nem estarem dispostos na diagonal de um rectângulo, existindo liberdade
para a sua colocação.

Exemplo
3, Estrutura com tirantes para a estabilidade lateral, que só devem trabalhar à
tracção.
No exemplo
4, vemos o caso de uma viga de três vãos apoiada no coroamento de muros de alvenaria.
Estes apoios impedem a descida da viga, porém não impedem o seu levantamento. A
alternância de sobrecargas provoca, quando somente o vão central está carregado,
que a viga ‘levante’ nos apoios extremos. Para o seu cálculo, os apoios modelaram-se
através de pilares com grande rigidez porém com a condição de tirante.


Exemplo
4, Estrutura com apoios unidireccionais modeladas com tirantes. Na imagem
superior, calculada em 2ª ordem, no qual se observa a ‘descolagem’ dos apoios
extremos em algumas combinações. Na imagem inferior, resultados da 1ª ordem,
onde não é possível ter em conta este tipo de apoio (nos apoios extremos produzem-se
reacções para algumas combinações).
Tempos de
cálculo
É difícil
determinar o tempo de cálculo adicional que supõe um cálculo de esforços em 2ª
ordem, sobretudo porque vai depender da velocidade de convergência até à solução.
Como exemplo, para uma estrutura de uma nave industrial metálica com cobertura
tipo dentes de serra, calculada com vento e sismo, tem 1.277 barras, 622 nós e
3.456 graus de liberdade, tem-se:
|
Tipo
de cálculo
|
Cálculo
esforços e deslocamentos
|
Cálculo
incluindo dimensionamento
|
|
1ª
Ordem
|
00’ 14"
|
04’ 13"
|
|
2ª
Ordem sem tirantes
|
06’ 07"
(1.042 iterações - 1,2" por iteração)
|
17’ 22"
|
|
2ª
Ordem com tirantes
|
07’ 49"
(1.230 iterações - 1,6" por iteração)
|
19’ 13"
|
Critério de
convergência utilizado em 2ª ordem, igual a 0,001cm de diferença entre os deslocamentos
de 2 iterações sucessivas.
275 combinações calculadas em 2ª ordem.
Vantagens do
método de cálculo utilizado por Tricalc
Se um
cálculo em 2ª ordem produz sempre maiores deslocamentos e portanto, maiores esforços,
é lógico perguntar porquê realizar um cálculo em 2ª ordem se existem outros
métodos igualmente permitidos pela regulamentação.
No caso dos
tirantes (elementos que só resistem às tracções) a resposta é evidente: o
cálculo de 2ª ordem é o único que pode ter em consideração, de uma forma
precisa e geral, este tipo de elementos. Ainda que existam métodos aproximados
para ter em conta os tirantes sem necessidade de realizar um cálculo de 2ª ordem,
não deixam de ser simplificações que exigem enormes condicionamentos
geométricos e que restringem em grande medida a sua aplicabilidade.
No caso dos
apoios unidireccionais, é possível eliminar em cada iteração os elementos que não
trabalham como foram definidos. Por exemplo, nos apoios unidireccionais, no
caso de numa determinada combinação trabalharem à compressão, poderem ser
eliminados na seguinte iteração deixando só os que estejam tracionados,
o que permite a modelação correcta do apoio.
Também se conseguiu
implementar (com este projecto) uma enorme vantagem no correcto cálculo de
estruturas esbeltas ou de ‘nós móveis’. É inclusive possível conseguir secções
menores relativamente a outros métodos mais simplificados de consideração do
estado limite último de instabilidade ou encurvadura
Efectivamente,
à falta de um estudo mais profundo (objecto talvez de outro artigo), a
consideração do estado limite último de instabilidade e encurvadura de um pilar
para estruturas de nós móveis ou de nós translacionáveis
definido nas diferentes regulamentações de betão, aço e madeira, pode-se
realizar através dos três métodos seguintes:
· Calculando o comprimento de encurvadura como
elemento de nós móveis (Lp = b·L, com b Î [1; ¥]) e comprovando
a encurvadura com métodos do tipo ‘coluna modelo’.
· Calculando o comprimento de encurvadura normal
(Lp = b·L, com b Î [0,5;
1]), aumentando os esforços procedentes de acções
horizontais (através dos denominados ‘coeficientes de amplificação’) e comprovando
a encurvadura com métodos do tipo ‘coluna modelo’.
· Comprovação global em 2ª ordem (tanto
geométrica como mecânica), com a consideração das imperfeições globais e locais,
não necessitando de nenhuma
comprovação adicional de encurvadura.
|
Tipo
de cálculo
|
Comprovação
à encurvadura - comprimento de encurvadura
|
|
A)
1ª Ordem
|
Elemento
Translacional,, Lp = b·L, con b Î [1; ¥]
|
|
B)
1ª Ordem com coeficientes de amplificação
|
Elemento
Intranslacional,, Lp = b·L, con b Î [0,5; 1]
|
|
C)
2ª Ordem
|
Não
necessária
|
Assume-se
sempre que é para estruturas de nós móveis
O método A é
o menos exacto e o mais antigo. Está sujeito a muitas incertezas, uma vez que é
muito sensível à correcta selecção do parâmetro ‘b’ que tem um intervalo de
valores possíveis demasiado elevado.
O método B é
mais preciso no que à variabilidade de ‘b’ diz respeito, uma vez que é muito
reduzida. No entanto, é sensível à correcta selecção dos denominados
coeficientes de amplificação, que em alguns casos (estruturas que não são lajes
horizontais com pilares verticais - como no caso de naves industriais-
ou encurvadura de elementos comprimidos
não verticais) não são fáceis de obter.
O método C é
o que muitas regulamentações denominam ‘caso geral’. É o mais preciso de todos,
porém em alguns casos (sobretudo em betão armado ou quando é necessário comprovar
a encurvadura lateral ou torsional) é de muito difícil implementação.
O cálculo de
2ª ordem realizado pelo Tricalc situa-se nos métodos B e C: calcula-se o comprimento
de encurvadura como elemento de nós fixos (intranslacional)
(Lp = b·L, com b Î [0,5;
1])
e comprova-se a encurvadura com métodos do tipo ‘coluna modelo’. Só em alguns
casos (elementos metálicos não sensíveis à encurvadura lateral ou torsional,
como secções ocas ou em caixão) poderia utilizar-se em Tricalc o método C (ou seja,
cálculo em 2ª ordem geométrica ou elástica considerando as imperfeições globais
e locais e não comprovar à encurvadura).
Portanto, o
cálculo de 2ª ordem de Tricalc tem as seguintes vantagens relativamente aos
métodos A e B:
-
Relativamente ao método A, a variabilidade do
parâmetro ‘b’ é pequena sendo pouco sensível a uma incorrecta selecção do
referido parâmetro.
-
Relativamente ao método B, não depende de
coeficientes de amplificação (por vezes de difícil obtenção), pelo que é muito
mais versátil a sua aplicação a qualquer elemento comprimido de uma estrutura.
Além disso, utilizar os esforços de um cálculo em 2ª ordem geométrico é sempre
mais preciso que utilizar a simplificação de amplificar os esforços de primeira
ordem através de coeficientes, também obtidos em primeira ordem.
Conclusão
Pode afirmar-se que o tempo de
cálculo adicional que supõe um cálculo em 2ª ordem se pode classificar como alguns
minutos adicionais ao tempo de cálculo em 1ª ordem, pelo que a sua consideração
dentro do projecto da estrutura é perfeitamente sustentável, uma vez que possui
numerosas vantagens e aplicações:
-
Capacidade
de análise do modelo em situação deformada, que permite
utilizar os esforços em 2ª ordem com a hipótese de comprimento de encurvadura da
estrutura como nós fixos (intranslacional).
-
Versatilidade para a
consideração de tirantes em qualquer posição da estrutura, ou as imperfeições
iniciais mencionadas nos Eurocódigos ou a consideração
de apoios uni - direccionais.
-
Automatismo, uma vez
activada a opção, o programa mostra os resultados em 2ª ordem.