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LISBOA (18.7.2008).- ARKTEC apresenta a versão 7.0 do seu software Tricalc para o cálculo de estruturas, com novas prestações avançadas de cálculo. Entre as mais importantes destaca-se a possibilidade de poder realizar cálculos de 2ª Ordem real para a consideração de fenómenos de instabilidade de estruturas, abordados até agora só de forma simplificada através de coeficientes de amplificação.

     

Cálculo de 2ª Ordem Real, uma realidade
Nesta nova versão desenvolveu-se um novo e potente motor de cálculo que permite realizar funções de cálculo avançadas, como o cálculo de 2ª Ordem real, consideração das imperfeições iniciais especificadas na EC3 e cálculo com tirantes ou barras que só trabalham à tracção.

Até esta versão, Tricalc realizava um cálculo de 1ª Ordem sem considerar os problemas de instabilidade da estrutura como consequência da actuação das forças exteriores sobre a estrutura já deformada, sendo possível utilizar de forma simplificada os coeficientes de amplificação. Tricalc 7.0 permite realizar cálculos de 2ª Ordem real para determinar os esforços que se produzem nestas situações, que devem ser considerados nas estruturas translaccionais, as que podem apresentar deslocamentos importantes.

As novas funções desenvolvidas para Tricalc 7.0, juntamente com o processamento a 64 bits para multi-processadores e processadores de núcleo múltiplo, permite realizar estes estudos sem aumentar os custos associados ao cálculo de uma estrutura, mas ajustando o seu dimensionamento e possibilitando uma economia de material.

 


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Efeitos de 2ª ordem
Implementa-se o cálculo de 2ª Ordem real, permitindo uma série de opções para complementar este cálculo. Pode ter-se em conta os efeitos das deformações sofridas pela estrutura no momento de entrada em serviço. O método adoptado é o análise em teoria de segunda ordem, consistindo num cálculo iterativo elástico (diagramas de tensão – deformação constantes para as barras), que finaliza quando se satisfaçam as condições de convergência impostas pelo utilizador.

Do mesmo modo que no caso de desaprumos, tanto a normativa europeia EC3 (artigo 5.2 Global analysis do Eurocódigo 3), como a espanhola (artigo 5.3 Estabilidade lateral global do CTE DB SE-A e Art.43 Estado limite de instabilidade da EHE) e a UNE-EN 12810-1 de Andaimes de fachada de componentes pré-fabricados, obrigam a ter em conta estes efeitos de 2ª Ordem real em determinados casos, não admitindo o cálculo de 2ª Ordem por coeficientes de amplificação.

Modificaram as funções de armaduras e comprovação de pilares de betão, aço e madeira, para utilizar os valores procedentes do cálculo de 2ª Ordem e opções de encurvadura intranslaccional.

 



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Definição de imperfeições geométricas iniciais e desaprumos
EC3 (Eurocódigo 3) estabelecem a consideração de dois tipos de efeitos: o primeiro deles é o próprio desaprumo (deformações globais da estrutura), ou seja, o grau de inclinação inicial (Ф) que sofre toda a estrutura devido à execução em obra da mesma; o segundo refere-se às deformações em arco dos pilares (deformações locais de cada barra), devidas ao peso próprio da estrutura e em geral, aos esforços axiais de compressão que actuam sobre eles.

Inclui-se a possibilidade de considerar os efeitos das imperfeições iniciais globais devidas aos desvios geométricos de fabricação e de construção da estrutura. Eurocódigo 3 no seu artigo 5.3.2 Imperfections for global analysis of frames, citam a necessidade de ter em conta estas imperfeições.

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Acções de vento automáticas em naves
Com a versão 7.0 introduz-se uma nova forma de definir as acções de vento, com a finalidade de facilitar e tornar o processo mais visual. Se utilizar a função Nave… introduzem-se de forma automática as acções de vento em todas as fachadas e coberturas da nave, com a activação das acções de vento em 4 direcções possíveis. A função reconhece a geometria da nave, criando automaticamente as zonas de actuação do vento (superfícies) e suas acções.


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Superfícies de vento
Las superfícies de vento são um conjunto de dados agrupados, que incluem os valores, áreas de influência e opções das acções de vento introduzidas na estrutura. As superfícies de vento podem gerir-se do mesmo modo, como os vínculos das lajes, na mesma função do menu Acções, modificando as suas propriedades, para posteriormente recalcular as acções de vento que os painéis geram.


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Menu Edição. Trabalho com subestruturas
Com a versão 7.0 introduz-se um novo menu Edição, que inclui as funções de Copiar e Colar estruturas, completas ou algumas das suas partes, dentro da mesma estrutura ou entre diferentes estruturas. Também existem as funções de Copiar a…, Colar desde… e Colar+Rodar… que permitem guardar e abrir do disco estruturas, que sejam completas ou alguma das suas partes. As operações de Edição incluem a geometria de barras, lajes, fundações e muros, assim como as suas secções e acções.

Algumas aplicações destas novas funções são:

n Utilizar partes de uma estrutura ou subestruturas, para aplicação noutros pontos da mesma, facilitando a utilização de elementos repetidos ou modulares.

n Guardar em disco partes de uma estrutura, para ser reutilizadas noutros pontos, como por exemplo, elementos modulares, andaimes, guardas tipo… criando-se uma biblioteca de subestruturas reutilizáveis.



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Definição de barras-tirante
Aparece a possibilidade de trabalhar com tirantes, de forma que o programa considere as barras definidas como tal, só absorvem esforços de tracção, não acarretando nenhuma rigidez quando se submetam à compressão. O cálculo dos tirantes deve fazer-se no cálculo de 2ª ordem, já que só posteriormente a um cálculo em 1ª ordem é possível detectar as combinações nas quais os tirantes estão a trabalhar à compressão e então elimina-los da matriz de rigidez da estrutura e voltar a calcular a estrutura. A liberdade de geometria para definir as barras-tirante dentro da estrutura é total: podem unir-se nós de diferentes cotas, fachadas de naves, nós na mesma cota,… sem necessidade de formar panos rectangulares contraventados.


Diferentes tipos de betão na estrutura
Pode definir-se um tipo de betão com umas características para os pilares e outro diferente para as vigas.


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Visualizar Acções por hipóteses
MAtravés da função Acções>Gráficos…, agora é possível seleccionar os tipos de acções e as hipóteses a visualizar. No grupo Tipos seleccionam-se os tipos de acção e no grupo Hipótese a sua hipótese. É possível, por exemplo, visualizar todas as sobrecargas, todas as sobrecargas do tipo contínua, todas as acções superficiais no plano relativas à hipótese 7, etc…, para toda a estrutura ou só para os elementos visualizados em cada momento, segundo o plano ou pórtico seleccionado.



 
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Gráfico de deslocamentos com códigos de cor
É possível obter o gráfico de deslocamentos com um critério de códigos de cor que permite visualizar a magnitude dos deslocamentos da estrutura a nível global. Mede-se o deslocamento entre a posição inicial da barra e a posição final deslocada, inclusive com a consideração das combinações calculadas em 2ª ordem. Também podem obter-se os valores das componentes dos deslocamentos sobre os eixos gerais, para pode-los comparar com os valores numéricos.




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Gráficos de esforços com valores numéricos
Nos gráficos de esforços podem representar-se os valores numéricos máximos e nos extremos das barras, inclusive para as vigas pertencentes a lajes fungiformes aligeiradas ou maciças. Desta forma é possível, por exemplo, visualizar no ecrã os momentos máximos positivos e negativos (envolvente) de uma viga sem consultar a listagem de esforços.

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Estratos de solo comuns para toda a estrutura

Pode definir-se um conjunto de estratos, que se utilizarão no cálculo dos elementos de fundação. Desta forma, uniformizam-se os dados do terreno nas diferentes partes do programa. Nesta versão está disponível só para paredes de contenção.



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Opções particulares: paredes e muros resistentes
Podem atribuir-se opções particulares de cálculo a cada parede de contenção e a cada parede resistente: diferentes critérios de armaduras, diferentes opções de cálculo… Para elementos, com diferentes níveis de esforço, pode atribuir de opções que optimizem o seu dimensionamento.


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Acções de sismo-Coeficientes de carga
É possível definir nas acções sísmicas e para todas as normativas, se a acção que actua durante o sismo é a indicada pela normativa ou a que decida o utilizador, definindo as fracções de acção que intervêm.



© Arktec, S.A. 2008   Act. 24 Julho 08